Praia Mole - Florianopolis

Chega de saudade
Mas, se ela voltar
Dentro dos meus braços, os abraços
Nunca podemos julgar a vida dos outros, por que cada um sabe de sua própria dor e rénuncia. Uma coisa é você achar que está no caminho certo..... Outra é você achar que o seu caminho é o único...

Um dos medos mais comuns que acomete os seres humanos nos dias que correm é o medo de amar.
As dificuldades emocionais, os relacionamentos frustrados e as decepções solidificam a crença de que a felicidade amorosa não está ao nosso alcance.
A realidade atual nos mostra também, principalmente entre as pessoas mais jovens, uma ânsia pelo prazer imediato, onde objetos e pessoas se tornam igualmente descartáveis, caso não satisfaçam de pronto as expectativas, na maioria irreais, que colocam num relacionamento.
Apaixonar-se é, de fato, uma aventura cheia de riscos, semelhante ao exercício de caminhar numa montanhosa íngreme, com os olhos vendados. Não há nenhuma garantia de que sairemos ilesos, sem qualquer arranhão. Portanto, precisamos de toda a atenção e cuidado de que formos capazes. Entretanto, se o medo for muito grande, ficaremos impossibilitados de dar sequer um passo. Encontrar o equilíbrio entre o desejo de vencer o desafio e o medo de fazê-lo é o segredo da vitória.
A possibilidade de um amor dar certo é, a princípio, tão viável quanto de que ele nos frustre. Para nos prevenirmos das decepções é fundamental que estejamos atentos aos sinais sutis que emanam do outro desde o princípio.
Para tanto, precisamos manter os pés firmes no chão e não deixar que nossa ânsia por um relacionamento nos torne incapazes de seguir o sexto sentido, a intuição, aquela sensação interior de perigo que, na maioria das vezes, fazemos questão de ignorar.
Quando a realidade se impõe e a desilusão acontece, tornamo-nos vítimas do medo e passamos a evitar qualquer possibilidade de entregarmo-nos novamente ao amor.
Porém, como tudo na vida, o relacionamento amoroso é um longo aprendizado que exige persistência, paciência e, acima de tudo, a confiança em nosso talento e capacidade de amadurecer a habilidade de amar.
“Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com as suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos como o vento devasta o jardim....
E da mesma forma que ele sobe à vossa altura e acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes e as sacode no seu apego à terra,
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração,
Ele vos debulha para libertar-vos das palhas,
Ele vos mói até a extrema brancura,
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis,
...Todas essas coisas, o amor operará em vós para que conheçais os segredos de vossos corações e, com esse conhecimento, vos convertais no pão místico do banquete divino....
O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio,
O amor não possui e não se deixa possuir,
Pois o amor basta-se a si mesmo,
... E não imagineis que possais dirigir o curso do amor, pois o amor, se vos achar dignos, determinará ele próprio o vosso curso”.
Gibran Khalil Gibran – do livro “O Profeta”.
Coração??!!??
Sim, sim, eu tenho um. Acreditem!
É verdade!
Descobriram que eu tenho um coração.
E não, eu não estou louca e sei o que estou escrevendo. Recebi um e-mail de um ex (o número 1). Era pra ser uma reconciliação, um retorno a nossa amizade (sei sei sei!!!).
Teria sido um e-mail perfeito se não fosse pela frase: "Sei o quanto vc é uma pessoa boa e lá no fundo tens um enorme coração".
Nossa, fiquei muito emocionada. O que eu poderia fazer? Rir? Chorar? Me atirar na frente do primeiro caminhão carregado de cimento que aparecesse? Agradecer ao fulano (o nome nem merece ser colocado) por me lembrar que eu tenho um coração?
Logo eu que, muitas vezes, nem sei porque tenho um cérebro se nunca o uso para as coisas mais importantes. Eu, que sofro ou me alegro por coisas que a "só" a minha razão não daria a menor importância, tenho que ler uma coisa dessas. Sim Verme, eu estou grata pela sua grande observação, mas só por descargo de consciência, gostaria de salientar que eu já sabia disso e se não usei meu ENORME coração com você foi por sua culpa.
Você já tinha o machucado demais para que ele pudesse reagir, então meu ATROFIADO cérebro foi obrigado a entrar em ação. Pena que demorei tanto para usá-lo com você, senão, você já teria ido pastar faz tempo.
Louca para ser normal.
As pessoas ficam me dizendo que sou louca, que não sou normal.
Ora, é óbvio, que quem é louca não pode ser normal. Mas, "quem é genial nunca é descrito como normal", já dizia a Rita Lee. O negócio é que eu estou cheia de ter que ficar me comportando com normalidade. Cheia dessa sociedade hipócrita, cheia de preconceitos e frescuras, que faz a gente desempenhar um papel o tempo todo.
A linha que separa a minha loucura e a minha normalidade é tão tênue que a ultrapasso sempre.
Quando acho que estou agindo como uma pessoa normal, eu estou sendo louca e, quando penso estar fazendo uma loucura qualquer, eu estou sendo normal. E, sabe o que é o melhor, eu nem me dou mais conta disso.
Eu não sei me difinir, já disse isso, e nem sei se quero.
Definição é pra pessoas que procuram a aceitação dos outros.
"Eu sou assim, portanto, me aceite do meu jeito".
Eu, como sou cheia de jeitos e totalmente bipolar, experimento muitas maneiras de ser e adoro isso. Tudo bem, às vezes, eu surto e, às vezes, enlouqueço quem convive comigo.
Sei as coisas que gosto, que não gosto, que me alegram e que me fazem sofrer. Hoje, pelo menos, eu sei de tudo isso.
Amanhã, talvez eu mude de idéia, vai saber.
Uma vez li que a medida que o tempo passa vamos ficando acomodados. Não acredito. Nós já nascemos acomodados. Ninguém gosta de mudanças. Ninguém gosta de largar as coisas que gosta ou as coisas habituais e ir morar no Taiti, viver numa cabana e dormir numa rede. (Será?!!!!). E é muito bom ficar acomodado em plena terça-feira.
Aqui em Brasília inventaram um feriado maluco por causa dos Arabes. Hoje tive uma noção absurda que gosto muito dos arabes. Eles são pessoas legais pois surgem do nada na cidade das pessoas, paralizam o transito, obrigam o presidente a dar um feriado sem muita justificativa e deixa a gente sem aula. Povo legal esse.
Resumindo, como dormi no Ricardo ontem (a rotatividade agora anda justa) ele dormiu aqui hoje, e feriado serve mesmo para nos enfiarmo em baixo de cobertores cheios de chocolates e cigarrinhos gostosos e uma boa dose de filmes de locadora. Uma verdadeira delicia de dia. Mas voltando a pauta de hoje, ser ou não acomodado, e já que eu estava falando de mudanças, por mais que a idéia seja boa, na hora de executá-la... Ah! é nessa hora que trememos nas bases e percebemos que não somos tão corajosos como pensamos ser.
Mudar é difícil.
E mesmo que as coisas sejam ruins é difícil desvincilhar-se delas. Só que o mundo não é feito somente de merda e, quando não fazemos nada para melhorar aquilo que nos incomoda, quando fazemos da nossa acomodação uma proteção contra o desconhecido, quando isso acontece, todos saem perdendo.
Na hora da mudança, pensamos em tudo. Menos no que realmente queremos. Pensamos na família, nos amigos e até no papagaio. Pensamos na saudade que sentiremos, nas coisas que deixaremos para trás. E, principalmente, pensamos no novo, no desconhecido. Esse monstro que nos assusta.
Acredito (HOJE!!!) que mudanças fazem parte de nós. Quando não as fazemos, a vida, às vezes, nos obriga. E sofremos apenas quando não as aceitamos. E o pior é que raramente aceitamos. Meu plano era me engajar numa ONG e viajar o mundo com uma mochila nas costas. O problema é que tenho que cuidar da minha filha, pintar o cabelo e não tenho uma mochila.
Tá demais ................ já diria o Battan